Elaine Cristina
Psicossomática

O que a ciência já sabe

Mulher sentada no chão, corpo encolhido e abraçado

O corpo lembra do que a mente às vezes prefere esquecer.

Nas últimas décadas, a neurociência e a psicossomática têm mostrado, com cada vez mais evidência, algo que terapeutas corporais já observavam na prática: experiências difíceis não vividas ou processadas plenamente deixam marcas no corpo, não só na memória consciente.

O corpo guarda o que a mente não processa

Pesquisadores como Bessel van der Kolk, autor de "O Corpo Guarda as Marcas", documentaram como o trauma pode se manifestar como tensão muscular crônica, hipervigilância, dificuldade de relaxar e até dores físicas sem causa orgânica aparente.

O papel do sistema nervoso

Segundo a teoria polivagal (Stephen Porges), experiências de ameaça podem deixar o sistema nervoso "preso" em estados de alerta ou de retração, mesmo muito tempo depois do evento que originou essa resposta. O corpo, literalmente, continua se protegendo de algo que já passou.

Onde o cuidado corporal entra

Importante ser claro: massoterapia não é tratamento de trauma, e não substitui acompanhamento psicológico especializado quando ele é necessário. O que o cuidado corporal oferece é um espaço seguro de toque consciente, que pode apoiar — ao lado de outros cuidados — a sensação de segurança que o corpo precisa para, aos poucos, se reorganizar.

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